Chorar, entrar em pânico, passar mal, sentir solidão, morrer de fome, me jogar pela janela, ser assaltada, não conseguir pagar as contas, me arrepender e voltar com o rabinho entre as pernas para a casa dos pais eram coisas que perturbavam meus pensamentos todas as noites, quando recostava minha cabeça no travesseiro.
“Meu Deus, o que estou fazendo? Só posso estar ficando louca! Sair daqui, onde tenho todo o conforto, o amor e o carinho das pessoas que realmente me querem bem nesta vida!
Pára tudoooooo!!!
Vou pensar racionalmente.
Fico por aqui mesmo, continuo acordando às 6 horas da manhã, pego um ônibus lotado, viajo por uma hora para chegar ao trabalho. À noite, vou para a faculdade, depois pego outro ônibus lotado. Mais uma horinha de viagem, chego em casa às 12 da madrugada. Devo conseguir dormir uma hora depois... Hum, pelas minhas contas dormirei 5 horas por noite. Tranqüilo. Eu vou conseguir!
Ai, isso não vai dar certo!
Vou comprar um carro. Pronto! Mais prático!
Mas sou a maior barbeira do país, um perigo no trânsito, uma arma branca pelas estradas. E voltar à noite por aquela BR perigosa, nem pensar. Sem cogitação!
Ah, já sei! Como não pensei nisso antes! Vou levar a família comigo! Paaaaaaaaaaaaaaiiiii..."
quinta-feira, 3 de abril de 2008
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